- desde que me conheço por gente, vou pra prudente na páscoa. quando pequena, era o desejo de pegar ovos escondidos pela casa toda da minha avó, de ficar na piscina com meus primos, comer bolinho de bacalhau da vovó.
- agora, eu vou pra prudente para estudar muito, ficar na sacada deliciosa do apartamento da minha vó vendo a igreja principal e a praçinha e as pombas e as crianças e pra ver meus primos e jogar poker em família e feliz.
parece que as coisas mudam muito.
mas as coisas não mudam tanto assim.
quinta-feira, 9 de abril de 2009
terça-feira, 7 de abril de 2009
neurofibromatose de von recklinghausen
É.
hoje eu vi um caso de neurofibromatose de von recklinghausen.
demorou um tempo para eu aprender o nome da doença. mas, jamais esquecerei.

e, se por algum acaso algum dia eu tive dúvida que eu queria fazer medicina - e essa dúvida passa pela minha cabeça todos os dias, quando eu acordo pela manhã - hoje eu não tive. Hoje, quando o professor nos fez subir, a pé, até o 5º andar do Hospital Leonor Mendes de Barros, eu reclamei, até a hora de entrar no quarto em que o paciente estava sozinho e ver aquelas lesões no braço e, quando ele tirou a blusa, vi os nevos no corpo todo.
e a sensação de palpar aqueles nevos, de descrever todas as características dele, de tirar aquela história e chegar a conclusão de ser uma doença genética sem a ajuda de professor, de chegar em casa e devorar os livros pra entender o que é uma NF e que ela se divide em 1 e 2 e que Recklinghausen foi o cara que descreveu NF-1 pela primeira vez foi, sem dúvida, revigorante e inesquecível.
se algum dia eu tive dúvida de que queria fazer medicina - e, mais ainda, de que talvez aquilo tudo não fosse pra mim - hoje não foi um dia desses.
hoje eu vi um caso de neurofibromatose de von recklinghausen.
demorou um tempo para eu aprender o nome da doença. mas, jamais esquecerei.

e, se por algum acaso algum dia eu tive dúvida que eu queria fazer medicina - e essa dúvida passa pela minha cabeça todos os dias, quando eu acordo pela manhã - hoje eu não tive. Hoje, quando o professor nos fez subir, a pé, até o 5º andar do Hospital Leonor Mendes de Barros, eu reclamei, até a hora de entrar no quarto em que o paciente estava sozinho e ver aquelas lesões no braço e, quando ele tirou a blusa, vi os nevos no corpo todo.
e a sensação de palpar aqueles nevos, de descrever todas as características dele, de tirar aquela história e chegar a conclusão de ser uma doença genética sem a ajuda de professor, de chegar em casa e devorar os livros pra entender o que é uma NF e que ela se divide em 1 e 2 e que Recklinghausen foi o cara que descreveu NF-1 pela primeira vez foi, sem dúvida, revigorante e inesquecível.
se algum dia eu tive dúvida de que queria fazer medicina - e, mais ainda, de que talvez aquilo tudo não fosse pra mim - hoje não foi um dia desses.
sábado, 7 de março de 2009
imagem e ação.
porque não tem nada mais legal que jogar imagem e ação numa quinta a noite até as 3h da manhã.
tudo vira mágico, quando a gente vê um Michel pulando feito bobo e acerta pular DO trampolim.
porque o DE estaria errado.
tudo vira mágico, quando a gente vê um Michel pulando feito bobo e acerta pular DO trampolim.
porque o DE estaria errado.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
carnaval.
todo carnaval tem seu fim.
esse foi um carnaval sem bloco de rua, sem tetas na televisão e sem viajar até a minha avó.
talvez esse fato tenha tornado todos os dias com minha prima grudada em mim, com os estudos a mil e com a piscina na temperatura certa tão especiais.
esse foi um carnaval sem bloco de rua, sem tetas na televisão e sem viajar até a minha avó.
talvez esse fato tenha tornado todos os dias com minha prima grudada em mim, com os estudos a mil e com a piscina na temperatura certa tão especiais.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
uma atleta, eu diria.
Dia 02 de janeiro, não satisfeita com fazer dieta, decidi que começaria a caminhar e, posteriormente, chegaria até a correr - minha meta de final do ano é conseguir correr. Como segunda é um dia de atividade noturna, resolvi sair de casa 4h30.
4h fui me arrumar - tirei do guarda-roupa a calça de ginástica perfeita, ulitizada poucas vezes no tênis, o tênis de corrida profissional usado todas as férias na "crise anual de academia", que dura sempre 1 mês, um top que combinava com a calça e uma camisetona clara, de gola em canoa, bem larga. Pendurei a pochete, adquirida para ir nos jogos na intermed, na bunda, com o celular (que tem cronômetro) e o ipod cheio de músicas que me animam, como strokes e subways. Coloquei o óculos de sol, fiz um rabo de cavalo alto e bem preso, me alonguei e sai.
Da minha casa a pista de caminhada não dá 1 minuto de descida. Comecei a andar, até um pouco mais rápido que meu limite, mas estava indo bem, até que 15 minutos depois estava me arrastando, sentindo a boca e a garganta secas, mal produzindo saliva. Sentia meu rosto quente e queimando. mas o pior mesmo era meu tornozelo - tinha colocado uma meia baixa demais e o atrito do tênis com ele ocasionou um leve sangramento.
Terminei aquela volta e cheguei em casa - demorei 4 minutos para subir a rua que desci em menos de 1. Tremia. Me olhei no espelho - nunca me vi tão vermelha. Tirei o tênis, a meia e a blusa de cima com pressa. Entrei no banho gelado, mas continuava quente. Sai do banho com o rosto muito vermelho, ainda me sentia quente. Bebi água, muita água. Deitei no sofá, embaixo do ventilador de teto.
Aposentei a calça, a pochete, o top, o tênis e a meia curta demais. Quem sabe quando meu pé melhorar em não volte a fazer algo. Ou então, ano que vem.
4h fui me arrumar - tirei do guarda-roupa a calça de ginástica perfeita, ulitizada poucas vezes no tênis, o tênis de corrida profissional usado todas as férias na "crise anual de academia", que dura sempre 1 mês, um top que combinava com a calça e uma camisetona clara, de gola em canoa, bem larga. Pendurei a pochete, adquirida para ir nos jogos na intermed, na bunda, com o celular (que tem cronômetro) e o ipod cheio de músicas que me animam, como strokes e subways. Coloquei o óculos de sol, fiz um rabo de cavalo alto e bem preso, me alonguei e sai.
Da minha casa a pista de caminhada não dá 1 minuto de descida. Comecei a andar, até um pouco mais rápido que meu limite, mas estava indo bem, até que 15 minutos depois estava me arrastando, sentindo a boca e a garganta secas, mal produzindo saliva. Sentia meu rosto quente e queimando. mas o pior mesmo era meu tornozelo - tinha colocado uma meia baixa demais e o atrito do tênis com ele ocasionou um leve sangramento.
Terminei aquela volta e cheguei em casa - demorei 4 minutos para subir a rua que desci em menos de 1. Tremia. Me olhei no espelho - nunca me vi tão vermelha. Tirei o tênis, a meia e a blusa de cima com pressa. Entrei no banho gelado, mas continuava quente. Sai do banho com o rosto muito vermelho, ainda me sentia quente. Bebi água, muita água. Deitei no sofá, embaixo do ventilador de teto.
Aposentei a calça, a pochete, o top, o tênis e a meia curta demais. Quem sabe quando meu pé melhorar em não volte a fazer algo. Ou então, ano que vem.
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